sexta-feira, 28 de agosto de 2015

É madrugada aqui no meu coração... Tudo adormece em sono profundo. Silêncio e lamento! Tudo se faz vazio e frio. É solidão aqui dentro. Cruzo os braços e sento, converso com ele. Sou eu e ele, não sei até quando. Duas partes fragmentadas procurando completude. Porque não entendo seus anseios, nem ele os meus. Entre eu e ele, a madrugada! Escura e imparcial, ela grita a solidão. Habitamos o mesmo corpo, mas não conseguimos nos encontrar. Por que coração? Por que não se abre comigo? Deixa eu ser seu melhor abrigo? Tu ja habitas em mim, no meu corpo faz morada e tantas vezes divides comigo a solidão. Me acordas no meio da madrugada para ouvir teu silêncio... É, o silêncio grita, bate, machuca, faz doer.


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