É madrugada aqui no meu coração... Tudo adormece em sono profundo.
Silêncio e lamento! Tudo se faz vazio e frio. É solidão aqui dentro.
Cruzo os braços e sento, converso com ele. Sou eu e ele, não sei até
quando. Duas partes fragmentadas procurando completude. Porque não
entendo seus anseios, nem ele os meus. Entre eu e ele, a madrugada!
Escura e imparcial, ela grita a solidão. Habitamos o mesmo corpo, mas
não conseguimos nos encontrar. Por que coração? Por que não se abre
comigo? Deixa eu ser seu melhor abrigo? Tu ja habitas em mim, no meu
corpo faz morada e tantas vezes divides comigo a solidão. Me acordas no
meio da madrugada para ouvir teu silêncio... É, o silêncio grita, bate,
machuca, faz doer.

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